Ontem, na emparn, presenciei algumas das mais belas cenas da minha vida até agora.. Pode parecer besteira pra maioria, pode parecer viagem, mas eu dou valor sim, as pequenas coisas que a vida me oferece, e quando eu falo pequenas são pequenas mesmo pra maior parte das pessoas que passa por essa vida sem observar as coisas a sua volta, sem sentir o cheiro das folhas secas molhadas, sem sentir a terra suave e batida, sem ouvir a correnteza de um rio numa tarde qualquer de um dia qualquer que na verdade não é qualquer dia, era o Dia Certo, era a hora certa
e o mais importante era a pessoa certa.
Antes que se perguntem-me.. Não, não fiquei com ninguém ontem pra estar feliz hoje... mas estou feliz hoje por alguém que mesmo só tendo me visto uma vez confiou em sair pro meio do mato, sozinha comigo, coisa q muita gente q se diz múy amigos não confiam, pela conversa perdida e jogada partindo do nada e chegando a canto nenhum, mas foi o canto nenhum mas interessante que eu cheguei, por que esse canto nenhum é um lugar que só agente conhece quando chega, e chegar nesse lugar, ontem, foi descobrir que alguém pode ir ate lá comigo, pelo primeiro passarinho, estranho, mas lindo que avistei, de um tom marrom avermelhado, quase que cor de vinho, um vinho que teria caído muito bem para brindar aquele lugar sempre tão maravilhoso e cheio de surpresas, o caminho das arvores, eu como sempre indo atrás, permitindo que o outro se pusesse a minha frente pra ter a liberdade de escolha de qual caminho seguir e pra onde desejaria me levar, pequenas atitudes não percebidas pela outra parte, mas promovidas propositalmente para faze-la sentir-se em casa, ate penso que consegui. As pequenas observações feitas, hora comentadas, outras silenciadas para aguardar o conhecimento futuro e as respostas pra varias perguntas que surgiram,”por favor, amarre seu cadarço, Estou preocupado se você cair e se machucar..." - "Ora, Obrigada, você é observador mesmo!" - "sim" - "mas não me perguntou que numero são esses na minha mão" - "..." ... A trilha se passava. e eu pela primeira vez estava em casa sem falar tanto do meu lugar.. Aquela trilha. Pela primeira vez eu Não vi aranhas, nem lagartos ou qualquer coisa do gênero, estava confortável por demais na minha conversa com alguém, finalmente, no meu mundo. O caminho que se percorre comumente em 3 horas. Fizemos em 1 hora no máximo.. Pouco tempo verdade, poderia ter aproveitado mais, porém a pressa em buscar a sua mãe não permitiu. Os Urubus-Cabeça-vermelha Planavam por lá e pela primeira vez eu os vi de perto, tinha um pássaro de canto estranho teimava em entoar um canto antes nunca ouvido, o outro, antes nunca visto, tão azul que parecia um pedaço desprendido do lençol celeste voava tão próximo, mas tão rápido que me lembrou um certo sentimento, que as vezes nos pega desprevenido passa ao nosso lado e agente não consegue segurar para apreciar, O Coleodactylus que surgiu no meio do folhiço interrompendo uma historia, que eu julgo, triste e desapareceu como alguém que quer contar o assunto para que outro possa sur
gir. E o barulho das folhas secas no chão a cada passo dado... tinha alguém real ali comigo. Assim, conversando até o rio, descobrindo coisas, dessa vez sobre um ser humano, não sobre os bichos ou plantas de lá, chegamos ao objetivo primário da missão de ontem, soltura do Iguanna Iguanna que levamos, era a hora da aposta.. eu já sabia que eu ia perder, ela foi mais esperta do que eu e apostou que o iguana nadaria para a margem direita do rio. Ora, se ele entrou pela margem direita... Se ele viu o caminho da margem direita ate o meio do rio, onde eu estava, qual era o caminho que ele iria tomar, o da direita.. Mas tudo bem.. “Pela Experiência que eu tenho aposto que ele vai nadar pra esquerda” solto o animal.. perdi a aposta... depois de revigorada as energias na água, de volta pra casa, ouvindo cantos, e nossas vozes apenas, foi um bom passeio entre amigos, abraçado sentindo alguém ao lado pegamos o carro e se despedindo de nós, o sol, já baixo, refletiu seus raios nas penas de um Lindo Beija-Flor-Tesourão que pairou fronte ao carro e foi embora com um ar soberano e delicado. Este também sendo visto por mim pela primeira vez. Obrigado à natureza que me proporciona sempre boas aventuras e lindas imagens. Mas tem uma em especial que ficará guardada com muito carinho...
Dedicado ao Beija-Flor



1 comentários:
Dedicado ao beija-flor? Talvez! Acho mesmo que dessa vez a sutileza dos detalhes é encantadora. Será porque observou outros detalhes não comentados? Hummm... sempre e sempre otimista!Orgulhosa de você!
Amuuuu...
Beijo malvado!
:*
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